
No grego, o prefixo 'sim' significa 'junto' (together), enquanto 'dia' é 'separado' (apart); o 'bolo' é derivado de um verbo que é traduzido em 'jogar' (throw). Mas será que o diabo apenas jogaria uns contra os outros, mostrando logo a que veio? Ou ele também saberia "juntar" para depois "separar"? Uma vez que já conseguiu separar, jogar o ser humano contra Deus, ele tem todo o tempo para "brincar" com os que acreditam na ilusão, explorar a fraqueza de seus corações e manipulá-los, guiando-os pelo caminho da destruição que é de dentro para fora. E com aqueles que já retornaram à Comunhão e ao Caminho, ele não "jogaria", deixando-os em Paz? Ele continuará fazendo os mesmos movimentos no tabuleiro, mas neste caso revivendo o objetivo inicial.
Por que Jesus não veio para trazer a "paz"? Porque acredita em um só Amor. Ele é o rebelde, o diabo sábio que veio para juntar novamente o "homem" à Verdade e jogá-lo contra o diabo tolo e seu mundo. A Cruz que Ele convida a tomar não é uma crença no sofrimento no "sonho" para "pagar pecados", pois somente a Palavra liberta e purifica, assim como a "vida" que diz ser necessário perder para encontrar a Vida também não é a energia que mantém o corpo desperto e em movimento. Se fosse assim, qualquer tolo focado em progredir no caminho da busca por "bens" provaria-se cristão ao dizer, após um longo dia de "trabalho", "Estou morto!". No dia seguinte ele está de pé, pronto para lutar por Coisa nenhuma novamente.
Enquanto o indivíduo está encontrando a "vida" na ilusão, está perdendo a Vida no Reino. Ou seja, o discípulo de Jesus é aquele que reconhece a mentira como realmente é, apenas desperdício de tempo e energia, tendo fé suficiente no Amigo para perder o que o inimigo oferece sem primeiro precisar provar "tudo" que vem dele. Portanto, os filhos da Sabedoria são aqueles que se arrependeram e, diante da repetição diária da proposta que criou o sistema, de servir à mentira e abraçar o ego, têm plena consciência de que o preço a ser pago é muito mais indesejável do que a morte do corpo; é primeiro a expulsão de Onde a Vida está e a incapacitação de viver verdadeiramente de dentro para fora.
Quando se fala em pecado, qual é a primeira "coisa" que todos pensam? Por causa disso, o fruto no texto é imaginado como um símbolo possivelmente significando "sexo". Mas por que não seria o próprio ato de comer? O sistema reprodutor é sempre visto como o grande vilão da Virtude, enquanto o digestivo só é lembrado como tal quando conduz à gula. Mas o prazer egoísta que se busca na comida, mesmo em pequena quantidade, também não se encaixaria na definição de vício? E como o neurótico procura se livrar do sentimento de culpa em relação ao prazer egoísta no "sexo", sem vínculo de Amor, mesmo em pequena quantidade? Através de outra mentira chamada "casamento".
Seria o "sexo" terapêutico, desprendendo a língua até do pior dos ímpios e fazendo-o falar a Palavra, "Ai, Deus!"? Ou ele continuaria como o frequentador de "igreja", que não passa disso por desejar explorar todo o território do "sonho" antes de considerar a proposta de acordar? O "religioso" contenta-se com um discurso super limitado, no qual a "gratidão" que ele expressa não pode ser ao único Deus verdadeiro, uma vez que ainda está em busca de mentiras no lugar da Verdade. Então esse "Deus", de "genialidade" compatível e comparável ao do rebelde maligno, pode ser fonte de "tudo", menos do Combustível que faz queimar o Fogo Sagrado na lâmpada, que é o coração.
Só se junta aquilo que se encontra separado. O que você faz com um coração quebrado? Você espera que outro sem Superbonder cole-o para você, ou compra-O para você mesmo(a) fazer o serviço? Ele cola ao Dono do Banco, mas também descola do ladrão e do sistema. Há algum coração descolado d'Ele que encaixe no seu? Mesmo se a pessoa for comprar o Superbonder primeiro, você ainda precisaria consultar o Arquiteto para saber se o seu foi projetado para encaixar no dela, certo? Porque se Ele diz "Não" e você diz "Sim", o resultado é a separação d'Ele e o desvio do Caminho do enriquecimento do seu coração. Em pouco tempo, o ídolo que você cultuou já não achará tão interessante e emocionante estar com você.